O Beato Karol Wojtyla (Papa João Paulo II) disse: “Mas o que significa "evangelizar no Espírito Santo"”? Resumidamente pode dizer-se que significa evangelizar com a força, com a novidade e na unidade do Espírito Santo. Evangelizar com o Espírito Santo, quer dizer: estar revestidos da força que se manifestou, de um modo supremo, na atividade evangélica de Jesus. O Evangelho diz-nos que os que o ouviam, se espantavam, porque "ensinava como quem tinha autoridade, e não como os escribas" (Mc 1,22).
Santa Maria Goretti é um exemplo vivo da instituição da família é o caso modelar que ocorre, é o da figura angélica de Santa Maria Goretti. Nessa época em que as praias são tomadas pelo neopaganismo que estadeia toda corrupção da civilização moderna, aquela pequena virgem entrega a sua vida a Deus com toda a resolução.
Para quê? – Para não perder aquilo que ela mais amava, mais do que a luz de seus olhos, mais do que a sua própria existência, aquela virgindade que se aprende a amar como o dom mais precioso da vida, quando se tem uma alma verdadeiramente eucarística.
Lendo sua vida, salta-nos uma pergunta: Como puderam seus pais analfabetos colher o inesperado tesouro de santidade em um de seus filhos? A Igreja usufruía naqueles tempos de uma situação na qual os homens regiam suas vidas sob a influência benfazeja das Leis de Deus.
Santa Maria Goretti nasceu num ambiente preservado, onde não havia evanescido a noção do bem e do mal. Seus pais ensinaram aos seis filhos o catecismo, ensinaram-lhes a rezar, a fazerem a primeira Comunhão. Reunidos, eles rezavam a oração da manhã e da noite.
Além de terem a vida muito ocupada na lida do dia, para proverem o sustento da casa, os pais eram exemplares. Aos domingos, caminhavam duas horas para assistir a Santa Missa, enfrentando as intempéries próprias de cada estação.
Com tal programa familiar, pode-se ainda perguntar: Como Santa Maria Goretti conseguiu trilhar a avenida da alta santidade sem a concorrência de nenhum sábio e experiente educador, a ponto de deixar perplexos os promotores de sua canonização?
Viveu ela num lar inteiramente cristão. Sua mãe, quando solteira, teve de trabalhar em casas de família para tirar o seu sustento, e com isso teve de tomar cuidado com os perigos de se perder. Possuía ela uma consciência reta e bem formada na noção do bem e do mal.
Soube ela transmitir à filha o senso do dever para com Deus que vê todas as coisas. Certo dia, a filha se escandalizou com conversas que ferem os ouvidos inocentes. Contudo, a mãe soube dizer à filha que se cuidasse para dominar suas expressões, a fim de não chocar as pessoas.
Seus pais a chamaram Maria para ter uma poderosa padroeira no Céu, e, cheios de zelo, levaram-na a pia batismal apenas 24 horas após o nascimento a 19 de outubro de 1890. E Maria foi crescendo em graça e santidade. Todos os olhares recaíam sobre sua beleza, sobretudo da alma. O sobrenatural como um perfume se emanava dela. Daí o ódio do assassino que a todo custo queria fanar a beleza resplandecente de sua castidade. Gostava de estar sempre ocupada e serviçal. Pronta para qualquer empresa, não tendo medo de sacrifícios e de renúncias.
O próprio Nosso Senhor dirigia sua alma com inspirações, graças e dons. As primeiras palavras que aprendera ainda balbuciando foram os nomes de Jesus e Maria. Seus primeiros ósculos foram para a Santíssima Virgem. Sua primeira palavra pela manhã era Ave Maria!
Era o dia 05 de julho de 1902, Assunta Carlini partira para as fainas do campo. Marieta estava ao alcance do malfeitor. E Alexandre, pronto para tudo, satisfazer o desejo ou matar, foi procurar a pobre menina consigo lavando a arma assassina. Aproximou-se da jovem agarrando-a pelo braço e violentamente arrastou-a para a cozinha, trancando a porta. Tudo fora tão rápido. O pavor não deu à pobrezinha o tempo de soltar um grito. Principiava a luta. E Maria, sem cessar dizia ao moço: “Não! Não! Deus não quer! É pecado! Tu irás para o inferno!”. Catorze golpes puseram-na como morta. E o bárbaro, julgando-a sem vida, largou-a e buscou o próprio quarto. Baixinho, prostrada, Marieta pôs-se a gemer. O pai do criminoso, João Serenelli, que atacado de malária se deitara a sombra da casa, foi o primeiro a perceber os gemidos.
Teria, quanto muito, poucas horas de vida. Se a ciência soubesse fazer milagres!... Quase exangue foi transportada para um quarto. Ela precisava de repouso absoluto e de silêncio, mas o povo, que até aquele momento se conformava em manter-se fora do hospital, invadia agora os corredores. Queria vê-la a todo custo. O padre Martinho Guijarra, que notara a ardente devoção de Marieta por Nossa Senhora, perguntou-lhe: “– Desejaria ser inscrita entre as filhas de Maria?”. “– Oh! Muito senhor Padre!”. “– Pois bem. Eu mandarei seu nome à Congregação de Roma, e desde já, dou-lhe a medalha de filha de Maria”. Os olhos de Maria cintilavam de alegria, enquanto seus lábios cobriam de beijos a querida medalha, que a distinguia como filha predileta da Virgem Santíssima. No dia seguinte, o quarto de Marieta amanheceu tapizado de flores. Esperava ai a visita de Jesus Sacramentado, pois Monsenhor Signori decidira administrar-lhe os últimos sacramentos pelas primeiras horas do dia. Mons. Signori precisava de uma declaração pública e formal do perdão para o assassino. E a declaração veio firme, decisiva, heróica.
“- Marieta, Jesus morreu perdoando o bom ladrão. E você perdoa de todo o coração o assassino?” Perguntou-lhe. “- Oh, sim! Eu também o perdôo por amor de Jesus! Desejo vê-lo bem perto de mim no paraíso!”.
Eram três horas e quarenta e cinco minutos da tarde do dia 06 de julho de 1902. Maria tinha onze anos, oito meses e vinte dias.
Apagava-se uma lâmpada na terra, no céu acendia-se uma estrela.
A mãe fechou-lhe os olhos e beijou-a na fronte, como para marcar, nesta despedida, o encontro certo no Reino dos Céus.
A canonização: Deu-se inicio em em julho de 1938, o processo de beatificação terminou a 25 de março de 1947, e, a 27 de abril, o Papa Pio XII, beatificava a nossa Marieta. A mãe Goretti, já de idade avançada, participou da cerimônia de beatificação de Marieta. No dia 24 de junho de 1950 Marieta foi colocada à honra dos altares pelo Papa Pio XII. O jardineiro do Convento Ascoli Piceno contava 80 anos. E por desejo do Papa estar presente, lhe corriam lágrimas da face, dizendo: “Santa Mãe, posso crer o que meus olhos contemplam!” O Papa estava de joelhos diante da imagem de Marieta, que andava de pés descalços e nunca tinha sapatos, tão pobres eles eram”. Santa Maria Goretti, assassinada por defender sua castidade, nos deixa um belo exemplo de vida, de amor a Deus e de santidade. Era uma menina piedosa por índole, e constante na oração.Preferiu morrer a desonrar-se, e foi coberta de punhaladas desferidas por Alexandre, seu pretendente, a quem perdoou enquanto morria. Era o dia 06 de julho de 1902. Foi canonizada pelo Papa Pio XII, em 1950; e ali estavam presentes seu agressor, Assunta, sua mãe, e seus irmãos.
Santa Maria Goretti não tinha olhos, ouvidos, gostos e desejos senão para os deveres de casa e para as devoções de Igreja, resumindo neste heróico lema: “Antes a morte do que o pecado”.
Como disse o Papa Pio XII: “Esforcemo-nos todos por alcançar este objetivo, confiados na graça de céu. Sirva-nos de estímulo a santa virgem e mártir Maria Goretti. Que ela, da mansão celeste, onde goza da felicidade eterna, interceda por nós junto ao divino Redentor, a fim de que todos, nas condições de vida que são as nossas, sigamos os seus gloriosos passos com generosidade, vontade firme e obras de virtude”.
VIVA SANTA MARIA GORETTI.
Neste mundo todos temos uma missão, a de fazer a nossa parte, diante de Deus e nossos irmãos, sejam eles de religião, de sangue, nossos amigos inseparáveis não virtuais e não vituais, colegas de trabalho, professores e todos aqueles que são o nosso "próximo". Então, quero compartilhar neste blog um pouco de religião católica, em que eu nasci, cresci e ainda aprendendo, por isso, VIVENDO E APRENDENDO! "Amar o próximo acima de tudo, mesmo que esse próximo seja meu inimigo" (Isabel C. Amadeu).
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Escute essa rádio são de músicas perfeitas e lindas.