Tempo do "Advento" O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa expectativa da vinda do Messias, além de se apresentar como um tempo de purificação de vida. O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 25 de dezembro com a comemoração do nascimento de Cristo. É um tempo de festa, mas de alegria moderada.
O Tempo do "Natal" Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da Epifania. No ciclo do Natal são celebradas as festas da "Apresentação do Senhor", da "Sagrada Família", de "Santa Maria Mãe de Deus" e do "Batismo de Jesus". O Tempo da "Quaresma" O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura cinco semanas. Neste período não se diz o "Aleluia", nem se colocam flores na Igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor (Glória), pois é um tempo de sacrifício e penitência, onde buscamos a misericórdia de Deus, e não um momento de louvor. A Quaresma inicia-se na quarta-feira de Cinzas, vai até a Missa da Ceia do Senhor, onde Jesus instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio e dá um exemplo maravilhoso de humildade ao lavar os pés dos discípulos. O Tempo da "Páscoa" O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Como já foi dito, neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de "Ação ou Ato Litúrgico" No Sábado Santo acontece a solene Vigília pascal. Forma-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinqüenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, quando comemoramos a volta de Cristo ao Pai e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.
O Tempo "Comum" Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de "Tempo Comum", mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo. ALGUMAS ORAÇÕES IMPORTANTES DO CATÓLICO VINDE, ESPÍRITO SANTO Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua consolação. Por Cristo, senhor nosso. Amém. ANJO DA GUARDA Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a Ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarde, governe e ilumine. Amém!
Neste mundo todos temos uma missão, a de fazer a nossa parte, diante de Deus e nossos irmãos, sejam eles de religião, de sangue, nossos amigos inseparáveis não virtuais e não vituais, colegas de trabalho, professores e todos aqueles que são o nosso "próximo". Então, quero compartilhar neste blog um pouco de religião católica, em que eu nasci, cresci e ainda aprendendo, por isso, VIVENDO E APRENDENDO! "Amar o próximo acima de tudo, mesmo que esse próximo seja meu inimigo" (Isabel C. Amadeu).
Web Rádio Catequese Católica
Escute essa rádio são de músicas perfeitas e lindas.
sábado, 15 de outubro de 2011
Dicas para a Equipe de Liturgia II
DIMENSÃO LITÚRGICA DO CANTOPara ser um ministro de música não basta conhecer a animação litúrgica ou estar inserido em uma comunidade de crescimento. O animador deve estar totalmente inserido na realidade pastoral e missionária da nossa Igreja.
É importante que cada animador se pergunte: Que tipo de discípulo eu sou? Em meu canto ecôo a voz de Deus? Por meio da minha voz ou meu instrumento, a comunidade sente-se motivada a elogiar o Autor que age em mim?
É fundamental que cada católico se pergunte: Será que eu estou colocando Jesus Eucarístico a minha frente? Ou eu estou querendo me colocar à frente Dele?
MOMENTOS DA LITURGIA"A liturgia, como exercício da função sacerdotal de Cristo, comporta um duplo movimento: de Deus aos homens, para operar a sua santificação, e dos homens a Deus, para que eles possam adorá-lo em espírito e verdade."
Por isso a liturgia, de um modo geral, pode ser entendida como um diálogo entre o Deus-Trindade e o Homem-Comunidade. Este diálogo é composto de vários momentos. Cada momento tem o seu "espírito" próprio, seu sentimento peculiar, e portanto uma expressão diferenciada. Ninguém pede perdão de forma triunfal, nem dá um Viva tímido. Cada momento da liturgia exige um tipo de expressão musical. Sem conhecer o espírito de cada momento do diálogo litúrgico, corremos o risco de dar um Viva tão tímido que ninguém se sinta estimulado a responder.
Para melhor conhecer as diversas expressões e celebrações litúrgicas deveremos estudá-las com atenção e objetividade. Neste espaço estudaremos aquela que é o ápice da vida cristã: a Celebração Eucarística.
Cada Música da Celebração Eucarística tem seu papel e Inspiração própria de cada momento litúrgico dentro da celebração. Estes momentos são os seguintes:
PreparaçãoÉ um momento que foi esquecido durante algum tempo e agora está voltando ao uso. Enquanto alguns "acolhem" os irmãos que estão chegando para a festa da Eucaristia, o ministro de música pode preencher o ambiente com um solo instrumental. Alguns neste momento costumam ensaiar as canções que farão parte da celebração. Pode-se também colocar um disco de meditação, ou das músicas que se irá ensaiar. O importante é criar um ambiente de vida, pois é Cristo, Verdade e Vida, que iremos celebrar.
EntradaToda a assembléia, unida em uma só voz, canta a alegria festiva de reunir-se como irmãos em torno do Cristo. Esta canção deve deixar claro para toda a assembléia, que festa, ou mistério do Tempo Litúrgico (A segunda "perna" do tripé litúrgico") iremos celebrar. Todo o povo deverá ser envolvido na execução desta canção.
A primeira impressão sempre marca todo o relacionamento. Assim também o canto inicial marcará toda a celebração.
Os instrumentos terão a função de unir, incentivar e apoiar o canto. Não deverão cobrir as vozes dificultando a compreensão do texto. Ninguém participa de uma celebração para ser admirado, ou para aumentar seu ibope na comunidade. "Tocar na Missa" é um serviço e uma oração. Todo este canto como a procissão do sacerdote não deverão ser demasiado longas. O canto deve terminar quando o sacerdote chega ao altar.
Ato PenitencialNeste canto aclamamos a Cristo como "Nosso Senhor" e lhe pedimos perdão. É um canto de repouso. Sua melodia deve traduzir a contrição de quem pede perdão. Todo o povo deve participar deste canto, mas admite-se um diálogo solista-povo.
Coral – Aprendizes de Santa Maria Goretti – Edição - outubro/2010 Página 8
Não é necessário que este canto seja muito "Florido". A simplicidade é a melhor forma de expressar o arrependimento. O instrumentista deve traduzir este espírito de confiança e invocação acompanhado de modo suave, quase imperceptível. Para isto pode-se até excluir a percussão deste momento.
GlóriaEsta é a canção da alegria, o canto que os anjos e pastores cantaram para saudar o nascimento do redentor (cf. Lc 2,14). Desde o século IV que os cristãos cantam. Houve uma época que só os bispos o podiam cantar. Hoje recomenda-se que toda assembléia cante o "glória" com ânimo e alegria. Para isso é útil bater palmas, erguer os braços, repicar os sinos expressando Glória a Deus nas Alturas ... Mas é importante não esquecer duas coisas: Que o canto e suas expressões devem seguir a realidade da assembléia; que continuamos com os pés no chão, e que o nascimento de Cristo hoje depende de nossa boa vontade.
Este canto é excluído no advento e na quaresma, nos outros tempos deve ser executado e de preferência "Cantado". Não é bom que seja parte exclusiva do coral. Este poderá cantá-lo em diálogo com o povo.
O glória "não constitui uma aclamação trinitária", Mas deve ser antes de tudo uma manifestação da louvor a Deus-Pai e ao Cordeiro.
Os instrumentos têm papel importantíssimo neste canto. A percussão poderá ser bem explorada. É claro que a "parte não deverá sobressair em detrimento do todo", mas neste canto os instrumentos poderão destacar-se um pouco mais.
Salmo ResponsorialDentro do diálogo litúrgico, este canto é a resposta da assembléia ao Deus que falou na primeira leitura. Como diz o próprio nome, trata-se de um salmo, no entanto admite-se também um canto de meditação, contanto que seja de origem bíblica e signifique uma resposta coerente com a proposta divina expressa na primeira leitura. Este canto não deveria ser nunca excluído pois é de grande importância à liturgia da palavra.
Pode ser executado por um solista nas estrofes com a adesão de toda a assembléia no refrão. O acompanhamento dos instrumentos deve ser discreto, exceto quando o salmo for festivo e acompanhado por todo o povo.
Aclamação ao EvangelhoGeralmente (menos no advento e na quaresma) a aclamação mais usada é o Aleluia, seguido de uma pequena estrofe que prepara a leitura do Evangelho. Não é um canto obrigatório mas sendo executado, é preciso que seja uma aclamação pessoal e comunitária ao Verbo de Deus . Ao contrário do Salmo, este canto permite movimento e participação vibrante dos instrumentos. Poderá haver solista, mas o Aleluia deverá ser cantado por toda a assembléia.
Depois da HomiliaEm missas com crianças, ou em outras celebrações onde a reflexão silenciosa seja difícil, pode ser entoado um cântico, no estilo do Salmo Responsorial, que venha a trazer uma manifestação em sintonia com o tema do evangelho.
Profissão de FéO Creio é uma resposta de fé e de compromisso da comunidade e do indivíduo à palavra de Deus. Nele recordamos toda a história da salvação. Por isso não convém a utilização de formas abreviadas que sejam profissão de fé, mas que não resumam a fé cristã. Quando cantada, deve contar com a participação de todo o povo. No entanto pela estrutura rítmica da letra, isso se torna muito difícil. Uma opção seria cantar um refrão popular, entre uma recitação e outra do Creio.
Oração dos FiéisEsta oração poderá adquirir um tom mais solene quando cantada. As invocações devem ser executadas por um solista, ao que o povo responde cantando. Aqui a participação dos instrumentistas é suavíssima e até dispensável, podendo ser usado apenas o teclado com som de órgão.
Preparação das oferendasEste é um dos cantos menos importantes da missa. Neste momento nos preparamos para oferecer ao Pai, o Cristo "ao qual nos unimos oferecendo nossas vidas, nosso corpo como culto espiritual agradável a Deus". Portanto, o grande ofertório da missa é após a consagração quando já não oferecemos o pão, o vinho, nossa vida, nosso trabalho, mas o próprio Cristo e todo o resto transfigurado "Por Ele, com Ele e n’Ele".
Durante o canto de ofertório normalmente também ocorre a coleta , momento em que colocamos um pouco do que é nosso em comum. Portanto o objetivo do canto "de ofertório" é criar uma atmosfera de alegria, partilha e generosidade. Pode-se dispensar o canto e os instrumentos fazerem um solo apropriado para o momento litúrgico. Ou ainda participar com um canto de oferta que o povo não conheça, desde que este não venha a distrair a atenção do povo.
Oração EucarísticaTanto o diálogo introdutório, como o prefácio e demais orações podem ser cantados e dependendo da sintonia entre músicos e celebrante, podem ser acompanhadas pelos instrumentos. Desde que o celebrante ache conveniente e sinta-se apto para isso.
SantoÉ dos canto principais, se não o principal, da liturgia. Nele toda a assembléia se une aos anjos e santos para proclamar as maravilhas do Deus Uno e Trino. É o primeiro canto em ordem de importância. É o canto dos anjos (Is 6,2s) e também dos homens (Lc 19,38). Não teria sentido convidar os céus e a terra, os anjos e os santos para cantar em uma só voz, e depois somente um coral ou um solista executar o canto. Este é essencialmente um canto do povo. É indispensável a participação dos instrumentos para solenizar esta vibrante saudação: SANTO, SANTO, SANTO!
Aclamações em particularHá uma série de aclamações durante a celebração eucarística que poderia ser cantadas. A Oração Eucarística V, por exemplo, permite algumas intervenções da assembléia. O mesmo pode afirmar da Oração Eucarística para missas com crianças, ou sobre a Reconciliação. O "Amém" poderia ser cantado muitas vezes, especialmente depois da doxologia (Por Cristo, com Cristo e em Cristo ...) que é o grande amém da missa.. Durante a consagração é melhor o silêncio, nem mesmo solos devem distrair a atenção da assembléia naquele momento. Pode-se cantar sim a aclamação após a consagração (Eis o mistério da fé ...).
Pai-nossoO Pai-nosso cantado por toda a assembléia tem grande força e significado. É um dos grandes pontos da Missa, exprimindo de modo maravilhoso a comunhão entre os irmãos. Se não for cantado por todos, é preferível que seja recitado. Os instrumentos têm papel de sustentação, evitando distrair a atenção da oração.
Abraço da pazÉ costume cantar uma canção alegre cuja letra lembre fraternidade e caridade como fundamento da vida cristã. Deverá ser uma melodia contagiante. Entretanto não é essencial que a assembléia cante.
Cordeiro de Deus
Esta prece, de origem Bíblica (Jo 1,29), faz alusão ao Cordeiro Pascal, que se imola e tira o pecado do mundo. Pode ser cantado pelo coral ou solista, mas a assembléia deve participar da última petição: dai-nos a paz.
ComunhãoÉ o canto mais antigo da missa. Por ele, através da união das vozes, queremos expressar nossa comum-união espiritual em torno de Jesus Cristo. Todos ao redor da mesma mesa, congregados numa mesma igreja, participam do mesmo pão. A função do canto de comunhão é alinhavar esta união.
É comum escutarmos que se deveria fazer silêncio durante a comunhão para que um pudesse se entreter num encontro pessoal com Cristo. Ë certo que a comunhão dos Cristãos é um ato pessoal, mas deve manifestar-se através de um ato comunitário. E o canto de comunhão deve propiciar esta manifestação de comunidade. Por isso todo o povo deve participar entusiasticamente deste canto.
O Silêncio Eucarístico necessário ao encontro e oração pessoal com Cristo se dá no próximo momento.
Ação de GraçasApós a comunhão a assembléia, em silêncio, adora e agradece a presença do Cristo Eucarístico. Após este breve silêncio pode-se cantar um salmo ou outro canto de louvor ou de ação de graças. Este canto não pode e não deve excluir o momento de silêncio após a comunhão.
É preferível que este canto seja breve e executado por todos. Por isso, também para os instrumentos, não convém longas introduções e interlúdios. É preciso que o ministro tenha a devida sensibilidade e discernimento para saber se este canto é conveniente em tal momento. Evite-se o canto de ação de graças quando a celebração já estiver por demais prolongada.
Canto FinalAntes da benção entoa-se uma ou duas estrofes de um canto alegre e que cause a última impressão que se irá levar da celebração. Pode ser executado com maestria, porém não deve ser muito prolongado. Um costume muito comum, é o de se aproveitar este canto final para fazer uma homenagem a Maria, mãe de Deus e nossa.
Após a benção pode-se continuar as demais estrofes do canto final, sem a necessidade da participação do povo. Utilizem-se todos os recursos disponíveis para que este encerramento crie a predisposição para o povo retornar à Festa Eucarística.
É importante que cada animador se pergunte: Que tipo de discípulo eu sou? Em meu canto ecôo a voz de Deus? Por meio da minha voz ou meu instrumento, a comunidade sente-se motivada a elogiar o Autor que age em mim?
É fundamental que cada católico se pergunte: Será que eu estou colocando Jesus Eucarístico a minha frente? Ou eu estou querendo me colocar à frente Dele?
MOMENTOS DA LITURGIA"A liturgia, como exercício da função sacerdotal de Cristo, comporta um duplo movimento: de Deus aos homens, para operar a sua santificação, e dos homens a Deus, para que eles possam adorá-lo em espírito e verdade."
Por isso a liturgia, de um modo geral, pode ser entendida como um diálogo entre o Deus-Trindade e o Homem-Comunidade. Este diálogo é composto de vários momentos. Cada momento tem o seu "espírito" próprio, seu sentimento peculiar, e portanto uma expressão diferenciada. Ninguém pede perdão de forma triunfal, nem dá um Viva tímido. Cada momento da liturgia exige um tipo de expressão musical. Sem conhecer o espírito de cada momento do diálogo litúrgico, corremos o risco de dar um Viva tão tímido que ninguém se sinta estimulado a responder.
Para melhor conhecer as diversas expressões e celebrações litúrgicas deveremos estudá-las com atenção e objetividade. Neste espaço estudaremos aquela que é o ápice da vida cristã: a Celebração Eucarística.
Cada Música da Celebração Eucarística tem seu papel e Inspiração própria de cada momento litúrgico dentro da celebração. Estes momentos são os seguintes:
PreparaçãoÉ um momento que foi esquecido durante algum tempo e agora está voltando ao uso. Enquanto alguns "acolhem" os irmãos que estão chegando para a festa da Eucaristia, o ministro de música pode preencher o ambiente com um solo instrumental. Alguns neste momento costumam ensaiar as canções que farão parte da celebração. Pode-se também colocar um disco de meditação, ou das músicas que se irá ensaiar. O importante é criar um ambiente de vida, pois é Cristo, Verdade e Vida, que iremos celebrar.
EntradaToda a assembléia, unida em uma só voz, canta a alegria festiva de reunir-se como irmãos em torno do Cristo. Esta canção deve deixar claro para toda a assembléia, que festa, ou mistério do Tempo Litúrgico (A segunda "perna" do tripé litúrgico") iremos celebrar. Todo o povo deverá ser envolvido na execução desta canção.
A primeira impressão sempre marca todo o relacionamento. Assim também o canto inicial marcará toda a celebração.
Os instrumentos terão a função de unir, incentivar e apoiar o canto. Não deverão cobrir as vozes dificultando a compreensão do texto. Ninguém participa de uma celebração para ser admirado, ou para aumentar seu ibope na comunidade. "Tocar na Missa" é um serviço e uma oração. Todo este canto como a procissão do sacerdote não deverão ser demasiado longas. O canto deve terminar quando o sacerdote chega ao altar.
Ato PenitencialNeste canto aclamamos a Cristo como "Nosso Senhor" e lhe pedimos perdão. É um canto de repouso. Sua melodia deve traduzir a contrição de quem pede perdão. Todo o povo deve participar deste canto, mas admite-se um diálogo solista-povo.
Coral – Aprendizes de Santa Maria Goretti – Edição - outubro/2010 Página 8
Não é necessário que este canto seja muito "Florido". A simplicidade é a melhor forma de expressar o arrependimento. O instrumentista deve traduzir este espírito de confiança e invocação acompanhado de modo suave, quase imperceptível. Para isto pode-se até excluir a percussão deste momento.
GlóriaEsta é a canção da alegria, o canto que os anjos e pastores cantaram para saudar o nascimento do redentor (cf. Lc 2,14). Desde o século IV que os cristãos cantam. Houve uma época que só os bispos o podiam cantar. Hoje recomenda-se que toda assembléia cante o "glória" com ânimo e alegria. Para isso é útil bater palmas, erguer os braços, repicar os sinos expressando Glória a Deus nas Alturas ... Mas é importante não esquecer duas coisas: Que o canto e suas expressões devem seguir a realidade da assembléia; que continuamos com os pés no chão, e que o nascimento de Cristo hoje depende de nossa boa vontade.
Este canto é excluído no advento e na quaresma, nos outros tempos deve ser executado e de preferência "Cantado". Não é bom que seja parte exclusiva do coral. Este poderá cantá-lo em diálogo com o povo.
O glória "não constitui uma aclamação trinitária", Mas deve ser antes de tudo uma manifestação da louvor a Deus-Pai e ao Cordeiro.
Os instrumentos têm papel importantíssimo neste canto. A percussão poderá ser bem explorada. É claro que a "parte não deverá sobressair em detrimento do todo", mas neste canto os instrumentos poderão destacar-se um pouco mais.
Salmo ResponsorialDentro do diálogo litúrgico, este canto é a resposta da assembléia ao Deus que falou na primeira leitura. Como diz o próprio nome, trata-se de um salmo, no entanto admite-se também um canto de meditação, contanto que seja de origem bíblica e signifique uma resposta coerente com a proposta divina expressa na primeira leitura. Este canto não deveria ser nunca excluído pois é de grande importância à liturgia da palavra.
Pode ser executado por um solista nas estrofes com a adesão de toda a assembléia no refrão. O acompanhamento dos instrumentos deve ser discreto, exceto quando o salmo for festivo e acompanhado por todo o povo.
Aclamação ao EvangelhoGeralmente (menos no advento e na quaresma) a aclamação mais usada é o Aleluia, seguido de uma pequena estrofe que prepara a leitura do Evangelho. Não é um canto obrigatório mas sendo executado, é preciso que seja uma aclamação pessoal e comunitária ao Verbo de Deus . Ao contrário do Salmo, este canto permite movimento e participação vibrante dos instrumentos. Poderá haver solista, mas o Aleluia deverá ser cantado por toda a assembléia.
Depois da HomiliaEm missas com crianças, ou em outras celebrações onde a reflexão silenciosa seja difícil, pode ser entoado um cântico, no estilo do Salmo Responsorial, que venha a trazer uma manifestação em sintonia com o tema do evangelho.
Profissão de FéO Creio é uma resposta de fé e de compromisso da comunidade e do indivíduo à palavra de Deus. Nele recordamos toda a história da salvação. Por isso não convém a utilização de formas abreviadas que sejam profissão de fé, mas que não resumam a fé cristã. Quando cantada, deve contar com a participação de todo o povo. No entanto pela estrutura rítmica da letra, isso se torna muito difícil. Uma opção seria cantar um refrão popular, entre uma recitação e outra do Creio.
Oração dos FiéisEsta oração poderá adquirir um tom mais solene quando cantada. As invocações devem ser executadas por um solista, ao que o povo responde cantando. Aqui a participação dos instrumentistas é suavíssima e até dispensável, podendo ser usado apenas o teclado com som de órgão.
Preparação das oferendasEste é um dos cantos menos importantes da missa. Neste momento nos preparamos para oferecer ao Pai, o Cristo "ao qual nos unimos oferecendo nossas vidas, nosso corpo como culto espiritual agradável a Deus". Portanto, o grande ofertório da missa é após a consagração quando já não oferecemos o pão, o vinho, nossa vida, nosso trabalho, mas o próprio Cristo e todo o resto transfigurado "Por Ele, com Ele e n’Ele".
Durante o canto de ofertório normalmente também ocorre a coleta , momento em que colocamos um pouco do que é nosso em comum. Portanto o objetivo do canto "de ofertório" é criar uma atmosfera de alegria, partilha e generosidade. Pode-se dispensar o canto e os instrumentos fazerem um solo apropriado para o momento litúrgico. Ou ainda participar com um canto de oferta que o povo não conheça, desde que este não venha a distrair a atenção do povo.
Oração EucarísticaTanto o diálogo introdutório, como o prefácio e demais orações podem ser cantados e dependendo da sintonia entre músicos e celebrante, podem ser acompanhadas pelos instrumentos. Desde que o celebrante ache conveniente e sinta-se apto para isso.
SantoÉ dos canto principais, se não o principal, da liturgia. Nele toda a assembléia se une aos anjos e santos para proclamar as maravilhas do Deus Uno e Trino. É o primeiro canto em ordem de importância. É o canto dos anjos (Is 6,2s) e também dos homens (Lc 19,38). Não teria sentido convidar os céus e a terra, os anjos e os santos para cantar em uma só voz, e depois somente um coral ou um solista executar o canto. Este é essencialmente um canto do povo. É indispensável a participação dos instrumentos para solenizar esta vibrante saudação: SANTO, SANTO, SANTO!
Aclamações em particularHá uma série de aclamações durante a celebração eucarística que poderia ser cantadas. A Oração Eucarística V, por exemplo, permite algumas intervenções da assembléia. O mesmo pode afirmar da Oração Eucarística para missas com crianças, ou sobre a Reconciliação. O "Amém" poderia ser cantado muitas vezes, especialmente depois da doxologia (Por Cristo, com Cristo e em Cristo ...) que é o grande amém da missa.. Durante a consagração é melhor o silêncio, nem mesmo solos devem distrair a atenção da assembléia naquele momento. Pode-se cantar sim a aclamação após a consagração (Eis o mistério da fé ...).
Pai-nossoO Pai-nosso cantado por toda a assembléia tem grande força e significado. É um dos grandes pontos da Missa, exprimindo de modo maravilhoso a comunhão entre os irmãos. Se não for cantado por todos, é preferível que seja recitado. Os instrumentos têm papel de sustentação, evitando distrair a atenção da oração.
Abraço da pazÉ costume cantar uma canção alegre cuja letra lembre fraternidade e caridade como fundamento da vida cristã. Deverá ser uma melodia contagiante. Entretanto não é essencial que a assembléia cante.
Cordeiro de Deus
Esta prece, de origem Bíblica (Jo 1,29), faz alusão ao Cordeiro Pascal, que se imola e tira o pecado do mundo. Pode ser cantado pelo coral ou solista, mas a assembléia deve participar da última petição: dai-nos a paz.
ComunhãoÉ o canto mais antigo da missa. Por ele, através da união das vozes, queremos expressar nossa comum-união espiritual em torno de Jesus Cristo. Todos ao redor da mesma mesa, congregados numa mesma igreja, participam do mesmo pão. A função do canto de comunhão é alinhavar esta união.
É comum escutarmos que se deveria fazer silêncio durante a comunhão para que um pudesse se entreter num encontro pessoal com Cristo. Ë certo que a comunhão dos Cristãos é um ato pessoal, mas deve manifestar-se através de um ato comunitário. E o canto de comunhão deve propiciar esta manifestação de comunidade. Por isso todo o povo deve participar entusiasticamente deste canto.
O Silêncio Eucarístico necessário ao encontro e oração pessoal com Cristo se dá no próximo momento.
Ação de GraçasApós a comunhão a assembléia, em silêncio, adora e agradece a presença do Cristo Eucarístico. Após este breve silêncio pode-se cantar um salmo ou outro canto de louvor ou de ação de graças. Este canto não pode e não deve excluir o momento de silêncio após a comunhão.
É preferível que este canto seja breve e executado por todos. Por isso, também para os instrumentos, não convém longas introduções e interlúdios. É preciso que o ministro tenha a devida sensibilidade e discernimento para saber se este canto é conveniente em tal momento. Evite-se o canto de ação de graças quando a celebração já estiver por demais prolongada.
Canto FinalAntes da benção entoa-se uma ou duas estrofes de um canto alegre e que cause a última impressão que se irá levar da celebração. Pode ser executado com maestria, porém não deve ser muito prolongado. Um costume muito comum, é o de se aproveitar este canto final para fazer uma homenagem a Maria, mãe de Deus e nossa.
Após a benção pode-se continuar as demais estrofes do canto final, sem a necessidade da participação do povo. Utilizem-se todos os recursos disponíveis para que este encerramento crie a predisposição para o povo retornar à Festa Eucarística.
Dicas para a Equipe de Liturgia
"Com isso podemos começar a servir a Deus. Um bom líder sabe que várias cabeças pensam melhor que uma!" (Padre Joãozinho - scj e Serginho Valle).
Por isso amigo músico, para seguir firme nesta batalha espiritual, é preciso ter claro antes de tudo o chamado que devo responder e a responsabilidade que possuo perante Deus na posição que ocupo.
"Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu escolhi a vós e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16). Partindo dessa certeza, e contando com a graça de Deus através de nossas orações, é preciso agora estar aberto para o NOVO, para a ação de Deus no coração e na vida das pessoas que se aproximarem.
> Oportunamente, como parte da celebração deve-se observar o silêncio sagrado. A sua natureza depende do momento em que ocorre em cada celebração. Assim, no ato penitencial e após o convite à oração, cada fiel se recolhe; após uma leitura ou a homilia, meditam brevemente o que ouviram; após a comunhão, enfim, louvam e rezam a Deus no íntimo do coração. Convém que já antes da própria celebração se conserve o silêncio na igreja, na sacristia, na secretaria e mesmo nos lugares mais próximos, para que todos se disponham devota e devidamente para realizarem os sagrados mistérios.
Ecclesia de Eucharistia, do Beato João Paulo II nos chama a voltar à obediência às normas litúrgicas! A Missa não é propriedade privada de NINGUËM: nem do celebrante, nem de equipe de liturgia, nem da comunidade. É propriedade de Deus, administrada pela Igreja. manifestando sua fé e amor imutáveis para com o supremo mistério eucarístico, e testemunhando uma contínua e ininterrupta tradição, ainda que algumas novidades sejam introduzidas. anamnese e o canto depois da Comunhão; b) algumas, porém, acompanham um rito, tais como o canto da entrada, das oferendas, da fração (Agnus Dei) e da Comunhão.
DICAS PARA A EQUIPE DE LITURGIA: > Para escolher as músicas da Missa é preciso conhecer a REALIDADE DA ASSEMBLÉIA.
> Para escolher as músicas da Missa é necessário situar a celebração no ANO LITÚRGICO.
> Para situar a celebração no Ano Litúrgico é fundamental consultar o Diretório Litúrgico.
> Para conhecer o FOCO de uma celebração é necessário ler, pelo menos, a ORAÇÃO DA COLETA e o EVANGELHO DO DIA.
> Cantar "a" Missa, ou cantar "na" Missa? Eis a questão. Considerar os três tipos de canto possíveis em uma Missa:
a) Diálogo do Ordinário com a assembléia
b) Comum: Senhor, Glória, Creio, Santo e Cordeiro.
c) Próprio: Entrada, Salmo, Aclamação, Oferendas, Comunhão, Louvor-Ação de Graças.
> A música será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à AÇÃO LITÚRGICA.
> Rito é rito, ou seja, o "ritmo" celebrativo da salvação
> Lembre-se que o Espírito Santo é o principal ANIMADOR da Ação Litúrgica.
> Na liturgia cantamos na mesma voz: a do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja reunida em Assembléia.
> Somos uma Assembléia de "convocados" que clama: ABBÁ, PAI.
> A Liturgia não é propriedade privada. Em
> O critério da música litúrgica não é o gosto pessoal.
> O critério para escolha das músicas da missa não é simplesmente aquilo que vemos nas missas da TV.
> O critério de música litúrgica não é o que aparece nos folhetos litúrgicos.
> Os critérios para escolher corretamente as músicas da missa estão claramente expressos na INSTRUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO - É preciso conhecê-lo, lê-lo, estudá-lo, consultá-lo!
> É necessário preparar com antecedência as músicas da missa. Quando ia celebrar com seus discípulos a ceia pascal, onde instituiu o sacrifício do seu Corpo e Sangue, o Cristo Senhor mandou preparar uma sala ampla e mobiliada (Lc 22, -12). A Igreja sempre julgou dirigida a si esta ordem, estabelecendo como preparar as pessoas, os lugares, os ritos e os textos, para a celebração da Santíssima Eucaristia. Assim, as normas atuais, prescritas segundo determinação do Concílio Vaticano II, e o Novo Missal, que a partir de agora será usado na Igreja de Rito romano para a celebração da Missa, são provas da solicitude da Igreja,
> É necessário conhecer as partes da missa e como colocar a música intimamente ligada à ação litúrgica. Tanto a Liturgia da Palavra como a Liturgia Eucarística.
> A Missa consta, por assim dizer, de duas partes, a saber, a liturgia da palavra e a liturgia eucarística, tão intimamente unidas entre si, que constituem um só ato de culto. De fato, na Missa se prepara tanto a mesa da Palavra de Deus como a do Corpo de Cristo, para ensinar e alimentar os fiéis. Há também alguns ritos que abrem e encerram a celebração.
> Enquanto o presidente da celebração fala, não deve existir fundo musical.
> A natureza das partes "presidenciais" exige que sejam proferidas em voz alta e distinta e por todos atentamente escutadas. Por isso, enquanto o sacerdote as profere, não haja outras orações nem cantos, e calem-se o órgão e qualquer outro instrumento.
> Deveríamos encontrar uma maneira de cantar os diálogos entre o sacerdote e os fiéis.
> Sendo a celebração da Missa, por sua natureza, de índole "comunitária", assumem grande importância os diálogos entre o sacerdote e os fiéis reunidos, bem como as aclamações, pois não constituem apenas sinais externos da celebração comum, mas promovem e realizam a comunhão entre o sacerdote e o povo.
> A música pode ajudar a fazer das aclamações previstas no rito uma verdadeira oração.
> As aclamações e respostas dos fiéis às orações e saudações do sacerdote constituem o grau de participação ativa que os fiéis congregados, em qualquer forma de Missa, devem realizar, para que se promova e exprima claramente a ação de toda a comunidade.
> A música na missa pode ser um instrumento para fomentar a participação ativa de todo o povo.
> Outras partes, muito úteis para manifestar e fomentar a participação ativa dos fiéis e que competem a toda a assembléia convocada, são principalmente o ato penitencial, a profissão de fé, a oração universal e a oração do Senhor.
> É preciso distinguir entre músicas que constituem um rito independente daquelas que acompanham um rito.
> Por fim, dentre as outras fórmulas:
a) algumas constituem um rito ou ato independente, como o hino do Glória, o Salmo Responsorial, o Aleluia e o versículo antes do Evangelho, o Sanctus, a aclamação da
> Cada música na missa tem seu gênero, estilo, de modo que haja modulação. Isto deve respeitar a índole dos povos.
>Nos textos que o sacerdote, o diácono, o leitor ou toda a assembléia devem proferir em voz alta e distinta, a voz corresponda ao gênero do próprio texto, conforme se trate de leitura, oração, exortação, aclamação ou canto; como também à forma de celebração e à solenidade da assembléia. Além disso, levem-se em conta a índole das diversas línguas e o gênio dos povos. Nas rubricas, portanto, e nas normas que se seguem, as palavras "dizer" ou "proferir" devem aplicar-se tanto ao canto como à recitação, observados os princípios acima propostos.
> Cantar é próprio de quem ama.
> O Apóstolo aconselha os fiéis, que se reúnem em assembléia para aguardar a vinda do Senhor, a cantarem juntos salmos, hinos e cânticos espirituais (cf. Cl 3, 16), pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (cf. At 2, 46). Por isso, dizia com razão Santo Agostinho: "Cantar é próprio de quem ama", e há um provérbio antigo que afirma: "Quem canta bem, reza duas vezes".
> É preciso algum discernimento para saber o que cantar e o que não cantar em uma celebração. Em todo caso, TODAS as músicas cantadas em Missa devem ter aprovação da CNBB (talvez deva ser formada uma comissão na CNBB para aprovação das músicas litúrgicas?). Há um diretório próprio para celebração com crianças, aprovado pela CNBB.
> Portanto, dê-se grande valor ao uso do canto na celebração da Missa, tendo em vista a índole dos povos e as possibilidades de cada assembléia litúrgica. Ainda que não seja necessário cantar sempre todos os textos de per si destinados ao canto, por exemplo, nas Missas dos dias de semana, deve-se zelar para que não falte o canto dos ministros e do povo nas celebrações dos domingos e festas de preceito. Na escolha das partes que de fato são cantadas, deve-se dar preferência às mais importantes e, sobretudo àquelas que o sacerdote, o diácono, o leitor cantam com respostas do povo; ou então àquelas que o sacerdote e o povo devem proferir simultaneamente.
> O canto gregoriano continua ocupando o primeiro lugar como próprio da liturgia romana.
> Em igualdade de condições, o canto gregoriano ocupa o primeiro lugar, como próprio da Liturgia romana. Outros gêneros de música sacra, especialmente a polifonia, não são absolutamente excluídos, contanto que se harmonizem com o espírito da ação litúrgica e favoreçam a participação de todos os fiéis. Uma vez que se realizam sempre mais freqüentemente reuniões internacionais de fiéis, convém que aprendam a cantar juntos em latim ao menos algumas partes do Ordinário da Missa, principalmente o símbolo da fé e a oração do Senhor, empregando-se melodias mais simples.
> O silêncio é uma das "canções" previstas para a missa. Deve ser religiosamente respeitado (também na sacristia!).
2- Impor sempre seu gosto pessoal.
3- Cantar por cantar.
4- "Só toco se for do meu jeito".
5- Ir sempre contra a idéia da equipe de celebração e do padre
6- Escolher sempre os mesmos CÂNTICOS.
7- Nunca sorrir.
8- Usar instrumentos desafinados.
9- Tocar CÂNTICOS de novela em casamento.
10- Afinar os instrumentos durante a missa.
11- Colocar letra religiosa em música da "parada".
12- Nunca estudar liturgia.
13- Não prestar atenção na letra do canto.
14- Não ler o Evangelho do dia antes de escolher os CÂNTICOS.
15- Cantar forte demais no microfone, ou seja, o seu é sempre o mais alto.
16- Volume dos instrumentos (muito) acima do volume dos microfones.
17- Coral que canta tudo sozinho.
18- Cantar só para exibir-se (estrelismo).
19- Distrair a assembléia com conversas paralelas durante a missa.
20- Não avisar ao Padre as horas que serão cantadas.
21- Nunca ensaiar novas canções nem estudar o instrumento que ministra (voz, violão, teclado...). 22- Ensaiar tudo antes da missa.
23- Cantar CÂNTICOS desconhecidos.
24- Usar roupa bem extravagante, que chame a atenção.
25- Fazer de conta que está em um show de rock.
26- Perder contato com a assembléia.
27- CÂNTICOS fora da realidade e do tempo litúrgico.
28- Fazer o máximo de barulho (instrumentos, microfones, etc).
29- Não ter vida interior, oração com o Ministério inteiro ou falsa humildade.
30- Repetir no fim de cada celebração: "vocês são ótimos, eu sou apenas o máximo!
Por isso amigo músico, para seguir firme nesta batalha espiritual, é preciso ter claro antes de tudo o chamado que devo responder e a responsabilidade que possuo perante Deus na posição que ocupo.
"Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu escolhi a vós e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16). Partindo dessa certeza, e contando com a graça de Deus através de nossas orações, é preciso agora estar aberto para o NOVO, para a ação de Deus no coração e na vida das pessoas que se aproximarem.
> Oportunamente, como parte da celebração deve-se observar o silêncio sagrado. A sua natureza depende do momento em que ocorre em cada celebração. Assim, no ato penitencial e após o convite à oração, cada fiel se recolhe; após uma leitura ou a homilia, meditam brevemente o que ouviram; após a comunhão, enfim, louvam e rezam a Deus no íntimo do coração. Convém que já antes da própria celebração se conserve o silêncio na igreja, na sacristia, na secretaria e mesmo nos lugares mais próximos, para que todos se disponham devota e devidamente para realizarem os sagrados mistérios.
Ecclesia de Eucharistia, do Beato João Paulo II nos chama a voltar à obediência às normas litúrgicas! A Missa não é propriedade privada de NINGUËM: nem do celebrante, nem de equipe de liturgia, nem da comunidade. É propriedade de Deus, administrada pela Igreja. manifestando sua fé e amor imutáveis para com o supremo mistério eucarístico, e testemunhando uma contínua e ininterrupta tradição, ainda que algumas novidades sejam introduzidas. anamnese e o canto depois da Comunhão; b) algumas, porém, acompanham um rito, tais como o canto da entrada, das oferendas, da fração (Agnus Dei) e da Comunhão.
DICAS PARA A EQUIPE DE LITURGIA: > Para escolher as músicas da Missa é preciso conhecer a REALIDADE DA ASSEMBLÉIA.
> Para escolher as músicas da Missa é necessário situar a celebração no ANO LITÚRGICO.
> Para situar a celebração no Ano Litúrgico é fundamental consultar o Diretório Litúrgico.
> Para conhecer o FOCO de uma celebração é necessário ler, pelo menos, a ORAÇÃO DA COLETA e o EVANGELHO DO DIA.
> Cantar "a" Missa, ou cantar "na" Missa? Eis a questão. Considerar os três tipos de canto possíveis em uma Missa:
a) Diálogo do Ordinário com a assembléia
b) Comum: Senhor, Glória, Creio, Santo e Cordeiro.
c) Próprio: Entrada, Salmo, Aclamação, Oferendas, Comunhão, Louvor-Ação de Graças.
> A música será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à AÇÃO LITÚRGICA.
> Rito é rito, ou seja, o "ritmo" celebrativo da salvação
> Lembre-se que o Espírito Santo é o principal ANIMADOR da Ação Litúrgica.
> Na liturgia cantamos na mesma voz: a do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja reunida em Assembléia.
> Somos uma Assembléia de "convocados" que clama: ABBÁ, PAI.
> A Liturgia não é propriedade privada. Em
> O critério da música litúrgica não é o gosto pessoal.
> O critério para escolha das músicas da missa não é simplesmente aquilo que vemos nas missas da TV.
> O critério de música litúrgica não é o que aparece nos folhetos litúrgicos.
> Os critérios para escolher corretamente as músicas da missa estão claramente expressos na INSTRUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO - É preciso conhecê-lo, lê-lo, estudá-lo, consultá-lo!
> É necessário preparar com antecedência as músicas da missa. Quando ia celebrar com seus discípulos a ceia pascal, onde instituiu o sacrifício do seu Corpo e Sangue, o Cristo Senhor mandou preparar uma sala ampla e mobiliada (Lc 22, -12). A Igreja sempre julgou dirigida a si esta ordem, estabelecendo como preparar as pessoas, os lugares, os ritos e os textos, para a celebração da Santíssima Eucaristia. Assim, as normas atuais, prescritas segundo determinação do Concílio Vaticano II, e o Novo Missal, que a partir de agora será usado na Igreja de Rito romano para a celebração da Missa, são provas da solicitude da Igreja,
> É necessário conhecer as partes da missa e como colocar a música intimamente ligada à ação litúrgica. Tanto a Liturgia da Palavra como a Liturgia Eucarística.
> A Missa consta, por assim dizer, de duas partes, a saber, a liturgia da palavra e a liturgia eucarística, tão intimamente unidas entre si, que constituem um só ato de culto. De fato, na Missa se prepara tanto a mesa da Palavra de Deus como a do Corpo de Cristo, para ensinar e alimentar os fiéis. Há também alguns ritos que abrem e encerram a celebração.
> Enquanto o presidente da celebração fala, não deve existir fundo musical.
> A natureza das partes "presidenciais" exige que sejam proferidas em voz alta e distinta e por todos atentamente escutadas. Por isso, enquanto o sacerdote as profere, não haja outras orações nem cantos, e calem-se o órgão e qualquer outro instrumento.
> Deveríamos encontrar uma maneira de cantar os diálogos entre o sacerdote e os fiéis.
> Sendo a celebração da Missa, por sua natureza, de índole "comunitária", assumem grande importância os diálogos entre o sacerdote e os fiéis reunidos, bem como as aclamações, pois não constituem apenas sinais externos da celebração comum, mas promovem e realizam a comunhão entre o sacerdote e o povo.
> A música pode ajudar a fazer das aclamações previstas no rito uma verdadeira oração.
> As aclamações e respostas dos fiéis às orações e saudações do sacerdote constituem o grau de participação ativa que os fiéis congregados, em qualquer forma de Missa, devem realizar, para que se promova e exprima claramente a ação de toda a comunidade.
> A música na missa pode ser um instrumento para fomentar a participação ativa de todo o povo.
> Outras partes, muito úteis para manifestar e fomentar a participação ativa dos fiéis e que competem a toda a assembléia convocada, são principalmente o ato penitencial, a profissão de fé, a oração universal e a oração do Senhor.
> É preciso distinguir entre músicas que constituem um rito independente daquelas que acompanham um rito.
> Por fim, dentre as outras fórmulas:
a) algumas constituem um rito ou ato independente, como o hino do Glória, o Salmo Responsorial, o Aleluia e o versículo antes do Evangelho, o Sanctus, a aclamação da
> Cada música na missa tem seu gênero, estilo, de modo que haja modulação. Isto deve respeitar a índole dos povos.
>Nos textos que o sacerdote, o diácono, o leitor ou toda a assembléia devem proferir em voz alta e distinta, a voz corresponda ao gênero do próprio texto, conforme se trate de leitura, oração, exortação, aclamação ou canto; como também à forma de celebração e à solenidade da assembléia. Além disso, levem-se em conta a índole das diversas línguas e o gênio dos povos. Nas rubricas, portanto, e nas normas que se seguem, as palavras "dizer" ou "proferir" devem aplicar-se tanto ao canto como à recitação, observados os princípios acima propostos.
> Cantar é próprio de quem ama.
> O Apóstolo aconselha os fiéis, que se reúnem em assembléia para aguardar a vinda do Senhor, a cantarem juntos salmos, hinos e cânticos espirituais (cf. Cl 3, 16), pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (cf. At 2, 46). Por isso, dizia com razão Santo Agostinho: "Cantar é próprio de quem ama", e há um provérbio antigo que afirma: "Quem canta bem, reza duas vezes".
> É preciso algum discernimento para saber o que cantar e o que não cantar em uma celebração. Em todo caso, TODAS as músicas cantadas em Missa devem ter aprovação da CNBB (talvez deva ser formada uma comissão na CNBB para aprovação das músicas litúrgicas?). Há um diretório próprio para celebração com crianças, aprovado pela CNBB.
> Portanto, dê-se grande valor ao uso do canto na celebração da Missa, tendo em vista a índole dos povos e as possibilidades de cada assembléia litúrgica. Ainda que não seja necessário cantar sempre todos os textos de per si destinados ao canto, por exemplo, nas Missas dos dias de semana, deve-se zelar para que não falte o canto dos ministros e do povo nas celebrações dos domingos e festas de preceito. Na escolha das partes que de fato são cantadas, deve-se dar preferência às mais importantes e, sobretudo àquelas que o sacerdote, o diácono, o leitor cantam com respostas do povo; ou então àquelas que o sacerdote e o povo devem proferir simultaneamente.
> O canto gregoriano continua ocupando o primeiro lugar como próprio da liturgia romana.
> Em igualdade de condições, o canto gregoriano ocupa o primeiro lugar, como próprio da Liturgia romana. Outros gêneros de música sacra, especialmente a polifonia, não são absolutamente excluídos, contanto que se harmonizem com o espírito da ação litúrgica e favoreçam a participação de todos os fiéis. Uma vez que se realizam sempre mais freqüentemente reuniões internacionais de fiéis, convém que aprendam a cantar juntos em latim ao menos algumas partes do Ordinário da Missa, principalmente o símbolo da fé e a oração do Senhor, empregando-se melodias mais simples.
> O silêncio é uma das "canções" previstas para a missa. Deve ser religiosamente respeitado (também na sacristia!).
OS 30 PECADOS DO MÚSICO CATÓLICO
1- Fazer do altar um palco.2- Impor sempre seu gosto pessoal.
3- Cantar por cantar.
4- "Só toco se for do meu jeito".
5- Ir sempre contra a idéia da equipe de celebração e do padre
6- Escolher sempre os mesmos CÂNTICOS.
7- Nunca sorrir.
8- Usar instrumentos desafinados.
9- Tocar CÂNTICOS de novela em casamento.
10- Afinar os instrumentos durante a missa.
11- Colocar letra religiosa em música da "parada".
12- Nunca estudar liturgia.
13- Não prestar atenção na letra do canto.
14- Não ler o Evangelho do dia antes de escolher os CÂNTICOS.
15- Cantar forte demais no microfone, ou seja, o seu é sempre o mais alto.
16- Volume dos instrumentos (muito) acima do volume dos microfones.
17- Coral que canta tudo sozinho.
18- Cantar só para exibir-se (estrelismo).
19- Distrair a assembléia com conversas paralelas durante a missa.
20- Não avisar ao Padre as horas que serão cantadas.
21- Nunca ensaiar novas canções nem estudar o instrumento que ministra (voz, violão, teclado...). 22- Ensaiar tudo antes da missa.
23- Cantar CÂNTICOS desconhecidos.
24- Usar roupa bem extravagante, que chame a atenção.
25- Fazer de conta que está em um show de rock.
26- Perder contato com a assembléia.
27- CÂNTICOS fora da realidade e do tempo litúrgico.
28- Fazer o máximo de barulho (instrumentos, microfones, etc).
29- Não ter vida interior, oração com o Ministério inteiro ou falsa humildade.
30- Repetir no fim de cada celebração: "vocês são ótimos, eu sou apenas o máximo!
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