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sábado, 15 de outubro de 2011

Dicas para a Equipe de Liturgia

"Com isso podemos começar a servir a Deus. Um bom líder sabe que várias cabeças pensam melhor que uma!" (Padre Joãozinho - scj e Serginho Valle).
Por isso amigo músico, para seguir firme nesta batalha espiritual, é preciso ter claro antes de tudo o chamado que devo responder e a responsabilidade que possuo perante Deus na posição que ocupo.
"Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu escolhi a vós e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16). Partindo dessa certeza, e contando com a graça de Deus através de nossas orações, é preciso agora estar aberto para o NOVO, para a ação de Deus no coração e na vida das pessoas que se aproximarem.

> Oportunamente, como parte da celebração deve-se observar o silêncio sagrado. A sua natureza depende do momento em que ocorre em cada celebração. Assim, no ato penitencial e após o convite à oração, cada fiel se recolhe; após uma leitura ou a homilia, meditam brevemente o que ouviram; após a comunhão, enfim, louvam e rezam a Deus no íntimo do coração. Convém que já antes da própria celebração se conserve o silêncio na igreja, na sacristia, na secretaria e mesmo nos lugares mais próximos, para que todos se disponham devota e devidamente para realizarem os sagrados mistérios.
Ecclesia de Eucharistia, do Beato João Paulo II nos chama a voltar à obediência às normas litúrgicas! A Missa não é propriedade privada de NINGUËM: nem do celebrante, nem de equipe de liturgia, nem da comunidade. É propriedade de Deus, administrada pela Igreja. manifestando sua fé e amor imutáveis para com o supremo mistério eucarístico, e testemunhando uma contínua e ininterrupta tradição, ainda que algumas novidades sejam introduzidas. anamnese e o canto depois da Comunhão; b) algumas, porém, acompanham um rito, tais como o canto da entrada, das oferendas, da fração (Agnus Dei) e da Comunhão.
DICAS PARA A EQUIPE DE LITURGIA: > Para escolher as músicas da Missa é preciso conhecer a REALIDADE DA ASSEMBLÉIA.
> Para escolher as músicas da Missa é necessário situar a celebração no ANO LITÚRGICO.
> Para situar a celebração no Ano Litúrgico é fundamental consultar o Diretório Litúrgico.
> Para conhecer o FOCO de uma celebração é necessário ler, pelo menos, a ORAÇÃO DA COLETA e o EVANGELHO DO DIA.
> Cantar "a" Missa, ou cantar "na" Missa? Eis a questão. Considerar os três tipos de canto possíveis em uma Missa:
a) Diálogo do Ordinário com a assembléia
b) Comum: Senhor, Glória, Creio, Santo e Cordeiro.
c) Próprio: Entrada, Salmo, Aclamação, Oferendas, Comunhão, Louvor-Ação de Graças.
> A música será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à AÇÃO LITÚRGICA.
> Rito é rito, ou seja, o "ritmo" celebrativo da salvação
> Lembre-se que o Espírito Santo é o principal ANIMADOR da Ação Litúrgica.
> Na liturgia cantamos na mesma voz: a do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja reunida em Assembléia.
> Somos uma Assembléia de "convocados" que clama: ABBÁ, PAI.
> A Liturgia não é propriedade privada. Em
> O critério da música litúrgica não é o gosto pessoal.
> O critério para escolha das músicas da missa não é simplesmente aquilo que vemos nas missas da TV.
> O critério de música litúrgica não é o que aparece nos folhetos litúrgicos.
> Os critérios para escolher corretamente as músicas da missa estão claramente expressos na INSTRUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO - É preciso conhecê-lo, lê-lo, estudá-lo, consultá-lo!
> É necessário preparar com antecedência as músicas da missa. Quando ia celebrar com seus discípulos a ceia pascal, onde instituiu o sacrifício do seu Corpo e Sangue, o Cristo Senhor mandou preparar uma sala ampla e mobiliada (Lc 22, -12). A Igreja sempre julgou dirigida a si esta ordem, estabelecendo como preparar as pessoas, os lugares, os ritos e os textos, para a celebração da Santíssima Eucaristia. Assim, as normas atuais, prescritas segundo determinação do Concílio Vaticano II, e o Novo Missal, que a partir de agora será usado na Igreja de Rito romano para a celebração da Missa, são provas da solicitude da Igreja,
> É necessário conhecer as partes da missa e como colocar a música intimamente ligada à ação litúrgica. Tanto a Liturgia da Palavra como a Liturgia Eucarística.
> A Missa consta, por assim dizer, de duas partes, a saber, a liturgia da palavra e a liturgia eucarística, tão intimamente unidas entre si, que constituem um só ato de culto. De fato, na Missa se prepara tanto a mesa da Palavra de Deus como a do Corpo de Cristo, para ensinar e alimentar os fiéis. Há também alguns ritos que abrem e encerram a celebração.
> Enquanto o presidente da celebração fala, não deve existir fundo musical.
> A natureza das partes "presidenciais" exige que sejam proferidas em voz alta e distinta e por todos atentamente escutadas. Por isso, enquanto o sacerdote as profere, não haja outras orações nem cantos, e calem-se o órgão e qualquer outro instrumento.
> Deveríamos encontrar uma maneira de cantar os diálogos entre o sacerdote e os fiéis.
> Sendo a celebração da Missa, por sua natureza, de índole "comunitária", assumem grande importância os diálogos entre o sacerdote e os fiéis reunidos, bem como as aclamações, pois não constituem apenas sinais externos da celebração comum, mas promovem e realizam a comunhão entre o sacerdote e o povo.
> A música pode ajudar a fazer das aclamações previstas no rito uma verdadeira oração.
> As aclamações e respostas dos fiéis às orações e saudações do sacerdote constituem o grau de participação ativa que os fiéis congregados, em qualquer forma de Missa, devem realizar, para que se promova e exprima claramente a ação de toda a comunidade.
> A música na missa pode ser um instrumento para fomentar a participação ativa de todo o povo.
> Outras partes, muito úteis para manifestar e fomentar a participação ativa dos fiéis e que competem a toda a assembléia convocada, são principalmente o ato penitencial, a profissão de fé, a oração universal e a oração do Senhor.
> É preciso distinguir entre músicas que constituem um rito independente daquelas que acompanham um rito.
> Por fim, dentre as outras fórmulas:
a) algumas constituem um rito ou ato independente, como o hino do Glória, o Salmo Responsorial, o Aleluia e o versículo antes do Evangelho, o Sanctus, a aclamação da
> Cada música na missa tem seu gênero, estilo, de modo que haja modulação. Isto deve respeitar a índole dos povos.
>Nos textos que o sacerdote, o diácono, o leitor ou toda a assembléia devem proferir em voz alta e distinta, a voz corresponda ao gênero do próprio texto, conforme se trate de leitura, oração, exortação, aclamação ou canto; como também à forma de celebração e à solenidade da assembléia. Além disso, levem-se em conta a índole das diversas línguas e o gênio dos povos. Nas rubricas, portanto, e nas normas que se seguem, as palavras "dizer" ou "proferir" devem aplicar-se tanto ao canto como à recitação, observados os princípios acima propostos.
> Cantar é próprio de quem ama.
> O Apóstolo aconselha os fiéis, que se reúnem em assembléia para aguardar a vinda do Senhor, a cantarem juntos salmos, hinos e cânticos espirituais (cf. Cl 3, 16), pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (cf. At 2, 46). Por isso, dizia com razão Santo Agostinho: "Cantar é próprio de quem ama", e há um provérbio antigo que afirma: "Quem canta bem, reza duas vezes".
> É preciso algum discernimento para saber o que cantar e o que não cantar em uma celebração. Em todo caso, TODAS as músicas cantadas em Missa devem ter aprovação da CNBB (talvez deva ser formada uma comissão na CNBB para aprovação das músicas litúrgicas?). Há um diretório próprio para celebração com crianças, aprovado pela CNBB.
> Portanto, dê-se grande valor ao uso do canto na celebração da Missa, tendo em vista a índole dos povos e as possibilidades de cada assembléia litúrgica. Ainda que não seja necessário cantar sempre todos os textos de per si destinados ao canto, por exemplo, nas Missas dos dias de semana, deve-se zelar para que não falte o canto dos ministros e do povo nas celebrações dos domingos e festas de preceito. Na escolha das partes que de fato são cantadas, deve-se dar preferência às mais importantes e, sobretudo àquelas que o sacerdote, o diácono, o leitor cantam com respostas do povo; ou então àquelas que o sacerdote e o povo devem proferir simultaneamente.
> O canto gregoriano continua ocupando o primeiro lugar como próprio da liturgia romana.
> Em igualdade de condições, o canto gregoriano ocupa o primeiro lugar, como próprio da Liturgia romana. Outros gêneros de música sacra, especialmente a polifonia, não são absolutamente excluídos, contanto que se harmonizem com o espírito da ação litúrgica e favoreçam a participação de todos os fiéis. Uma vez que se realizam sempre mais freqüentemente reuniões internacionais de fiéis, convém que aprendam a cantar juntos em latim ao menos algumas partes do Ordinário da Missa, principalmente o símbolo da fé e a oração do Senhor, empregando-se melodias mais simples.
> O silêncio é uma das "canções" previstas para a missa. Deve ser religiosamente respeitado (também na sacristia!).

OS 30 PECADOS DO MÚSICO CATÓLICO
1- Fazer do altar um palco.
2- Impor sempre seu gosto pessoal.
3- Cantar por cantar.
4- "Só toco se for do meu jeito".
5- Ir sempre contra a idéia da equipe de celebração e do padre
6- Escolher sempre os mesmos CÂNTICOS.
7- Nunca sorrir.
8- Usar instrumentos desafinados.
9- Tocar CÂNTICOS de novela em casamento.
10- Afinar os instrumentos durante a missa.
11- Colocar letra religiosa em música da "parada".
12- Nunca estudar liturgia.
13- Não prestar atenção na letra do canto.
14- Não ler o Evangelho do dia antes de escolher os CÂNTICOS.
15- Cantar forte demais no microfone, ou seja, o seu é sempre o mais alto.
16- Volume dos instrumentos (muito) acima do volume dos microfones.
17- Coral que canta tudo sozinho.
18- Cantar só para exibir-se (estrelismo).
19- Distrair a assembléia com conversas paralelas durante a missa.
20- Não avisar ao Padre as horas que serão cantadas.
21- Nunca ensaiar novas canções nem estudar o instrumento que ministra (voz, violão, teclado...). 22- Ensaiar tudo antes da missa.
23- Cantar CÂNTICOS desconhecidos.
24- Usar roupa bem extravagante, que chame a atenção.
25- Fazer de conta que está em um show de rock.
26- Perder contato com a assembléia.
27- CÂNTICOS fora da realidade e do tempo litúrgico.
28- Fazer o máximo de barulho (instrumentos, microfones, etc).
29- Não ter vida interior, oração com o Ministério inteiro ou falsa humildade.
30- Repetir no fim de cada celebração: "vocês são ótimos, eu sou apenas o máximo!

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